Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

Instituto de Ciência e Tecnologia

Engenharia Química

Expandir todos   Recolher todos

Com avanço científico e tecnológico, a habilidade de criar novas estratégias para estimular e sustentar processos industriais inteligentes é o principal requisito para profissionais da Indústria.  Com sua origem do latim, a palavra engenharia está ligada a faculdade inventiva, talento, sendo esta a ciência que alia a técnica de unificar conhecimentos científicos com a viabilidade de produzir novas utilidades, garantindo a competitividade, flexibilizando linhas de produção, aumentando a eficiência e reduzindo custos. As revoluções industriais destacaram-se por introduzirem conceitos no desenvolvimento de processos não imaginados anteriormente como a produção em massa, linhas de montagem, tecnologias mecânicas e, atualmente, inteligência artificial. Nestas revoluções, o Engenheiro Químico ganha papel de destaque como um dos principais protagonistas de tais mudanças.

Durante a revolução industrial iniciada na Inglaterra no século XVIII, a indústria química era operada por engenheiros mecânicos com experiência ou conhecimentos de processos químicos, porém, sem formação técnica na área.  Os processos laboratoriais eram responsabilidades exclusiva dos químicos e a segurança dos processos ficava a cargo dos inspetores da área, exclusivamente. Com a crescente necessidade de desenvolvimento e modernização na indústria química e alta demanda de produtos como ácido sulfúrico, carbonato de cálcio e potássio, produtos têxteis, vidros, entre outros, identificou-se a necessidade do surgimento de uma nova profissão, a Engenharia Química, que teve ser primeiro curso efetivamente criado em 1888, denominado inicialmente como “Course X” na universidade americana MIT.

O Curso de Engenharia Química está relacionado com o estudo, desenvolvimento e supervisão dos processos industriais, empregando conceitos físicos e de transformações químicas para obtenção de produtos de interesse industrial a partir de diferentes matérias-primas. De acordo com o American Institute of Chemical Engineers (AIChe): “Engenharia química é a área/profissão que se dedica à concepção, desenvolvimento, dimensionamento, melhoramento e aplicação dos processos e dos seus produtos. Neste âmbito, inclui-se a análise econômica, dimensionamento, construção, operação, controle e gestão das unidades industriais que concretizam esses processos, assim como a investigação e formação nesses domínios”.

Diante disto, a Engenharia Química destaca-se como uma das profissões que mais cresceu nos últimos anos em virtude de sua formação generalista e atuação direta no desenvolvimento de processos produtivos em escala industrial, englobando atividades diversas que vão desde o desenvolvimento de tecnologias limpas e aproveitamento de resíduos ao estudo de viabilidade técnico-econômica de novas tecnologias e modernização de processos produtivos. O Engenheiro químico, diante de sua formação abrangente e ao mesmo tempo aprofundada, deve ter uma visão crítica e criativa frente aos novos problemas tecnológicos e capacidade para desenvolver a efetiva comunicação e trabalho em equipes multidisciplinares na busca de soluções em processos industriais, sempre com consciência das implicações sociais, ecológicas e éticas envolvidas em suas decisões. Conhecimentos técnicos acerca de modelagem e otimização aplicada em processo de fabricação ou beneficiamento de produtos, a aptidão ao uso de novas tecnologias, desenvolvimento de análises de viabilidade econômica e a segurança dos processos através do desenvolvendo de tecnologias limpas, são algumas das características que ser espera do profissional Engenheiro Químico

O Curso na UFVJM

O curso de Engenharia Química, da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) é oferecido na Cidade de Diamantina-MG, possibilitando o estudo de diferentes processos para transformação de matérias-primas em produtos de maior interesse industrial e social.

Dessa forma, a criação do Curso de Graduação na área de Engenharia Química, contribui para a consolidação da Instituição UFVJM como promotora do desenvolvimento técnico e científico para a região dos Vales do Jequitinhonha em Minas Grais. O curso teve início em 02/03/2009, com carga horária de 3840 horas e tem 80 vagas autorizadas para o preenchimento anual. Almeja-se que os discentes e egressos desse curso contribuam para o desenvolvimento econômico e social-cultural da região e do país, por meio de projetos inovadores de engenharia e de extensão nas áreas social e ambiental.

O curso de Engenharia Química da UFVJM é estruturado em dois ciclos: o primeiro corresponde à formação básica, através do Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia (BC&T), com duração de três anos e o segundo ciclo está dedicado à formação específica da área de Engenharia Química, totalizando dois anos. O curso tem como principais características formar um profissional dentro da multidisciplinaridade, com pensamento crítico e uma sólida formação científica, capaz de aplicar seus conhecimentos básicos e solucionar problemas áreas de Engenharia.

Além disso, a expressiva participação dos discentes do curso em atividades extracurriculares,  que estimulam a formação multidisciplinar e o desenvolvimento de uma visão ampla de diversos aspectos sociais, técnicos, econômicos e culturais  através de projetos que integram ensino-pesquisa-extensão, são incentivadas tanto no Bacharelado em Ciência e Tecnologia quanto na graduação em Engenharia Química. Atividades como a programas de intercâmbio como o BRAFITEC (Brasil France Ingénieur Tecnologia) e o Ciência Sem Fronteira, Empresas Júniores, a Escola Piloto de Engenharia Química da UFVJM (EPEQ), além dos programas tradicionais de iniciação científica e ações de extensão, que contam com o apoio do ICT, da UFVJM e de agências de fomento, possibilitam aos nossos discentes o desenvolvimento de habilidades necessárias para a formação de um profissional apto a atender as necessidades do mercado de trabalho.   

Mercado de Trabalho

O Brasil segue o ritmo de recuperação dos efeitos da forte crise econômica mais intensa de sua história, enfrentada desde 2014. Embora este cenário gere receios, as perspectivas para a indústria nos próximos anos são positivas, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), apontando para uma recuperação mais rápida dos segmentos relacionados ao consumo das famílias, como os setores de alimentos, têxtil, máquinas, automotivo, linha branca e linha marrom.

O Engenheiro Químico, por caracterizar-se com um profissional extremamente versátil e com ampla área de atuação,  está apto a trabalhar tanto na indústria de insumos (siderurgia, metalurgia, mineração, petróleo, plásticos e polímeros, entre outros) ou bens de consumo (alimentos, eletrodomésticos, roupas, fármacos, produtos de higiene pessoal e limpeza, etc) como em áreas outras áreas vendas, projetos, administração, produção, gestão de negócios, pesquisa, qualidade, segurança do trabalho, educação e consultoria.

Atualmente, além das áreas tradicionais de atuação do Engenheiro Químico, com os conceitos implementados pela Indústria 4.0, destaca-se também a importância da formação do mesmo com foco na simulação, controle e automação de processos, estimulando a contratação de profissionais com tecnicamente capacitados, com formação multidisciplinar e aptidão para o uso de novas tecnologias.

Perfil Profissional

A Resolução CNE/CES 11, de 11 de março de 2002, no Artigo 4º, determina que a formação do engenheiro tenha por objetivo dotar o profissional dos conhecimentos requeridos para o exercício das seguintes competências e habilidades gerais:

  1. Aplicar conhecimentos matemáticos, científicos, tecnológicos e instrumentais à engenharia;
  2. Projetar e conduzir experimentos e interpretar resultados;
  3. Conceber, projetar e analisar sistemas, produtos e processos;
  4. Planejar, supervisionar, elaborar e coordenar projetos e serviços de engenharia;
  5. Identificar, formular e resolver problemas de engenharia;
  6. Desenvolver e/ou utilizar novas ferramentas e técnicas;
  7. Supervisionar a operação e a manutenção de sistemas;
  8. Avaliar criticamente a operação e a manutenção de sistemas;
  9. Comunicar-se eficientemente nas formas escrita, oral e gráfica;
  10. Atuar em equipes multidisciplinares;
  11. Compreender e aplicar a ética e responsabilidades profissionais;
  12. Avaliar o impacto das atividades da engenharia no contexto social e ambiental;
  13. Avaliar a viabilidade econômica de projetos de engenharia;
  14. Assumir a postura de permanente busca de atualização profissional.

Competências e habilidades da Engenharia Química:

Entre as competências, habilidades, atitudes e valores fundamentais esperados do engenheiro químico a ser formado pela UFVJM destacam-se as capacidades:

  1. Conceber a produção da ciência e da tecnologia como um bem a serviço da humanidade para melhoria da qualidade de vida de todos;
  2. Aplicar conhecimentos matemáticos, científicos e tecnológicos para a solução de problemas nas áreas de indústria, produção, ciência e tecnologia;
  3. Conduzir ou interpretar experimentos na área
  4. Planejar, supervisionar, elaborar e coordenar projetos de pesquisa na área de sua formação;
  5. Identificar, formular e apontar possíveis soluções para os problemas da área, através de raciocínio interdisciplinar;
  6. Elaborar argumentos lógicos baseados em princípios e leis fundamentais para expressar ideias e conceitos científicos;
  7. Dominar as técnicas de fazer sínteses, resumos, relatórios, artigos e outras elaborações teóricas específicas da área;
  8. Dominar os princípios e leis fundamentais e as teorias que compõem as áreas clássica e moderna das ciências;
  9. Avaliar criticamente o impacto social, ambiental e a viabilidade econômica das atividades relacionadas à Engenharia Química;
  10. Dominar e utilizar tecnologias e metodologias reconhecidas na área;
  11. Fazer a articulação entre teoria e prática;
  12. Trabalhar em grupo e em equipes multidisciplinares, gerenciando projetos, coordenando equipes e pessoas em qualquer área que venha a se inserir profissionalmente;
  13. Comunicar-se eficientemente nas formas escrita, oral e gráfica;
  14. Realizar pesquisa bibliográfica, identificar, localizar e referenciar fontes, segundo as normas da ABNT;  
  15. Ser aprendiz autônomo e à distância;
  16. Compreender que a dinâmica da sociedade de informação, assim como os avanços tecnológicos, exige a necessidade de formação continuada e atualização constante.

Perfil do Egresso

O engenheiro químico egresso da UFVJM deverá possuir uma formação básica sólida e generalista, com capacidade para se especializar em qualquer área do campo da engenharia química, que saiba operar de forma independente e também em equipe, que detenha amplos conhecimentos e familiaridade com ferramentas básicas de cálculo e de informática, e com os fenômenos físicos envolvidos na sua área de atuação. Essencialmente deve ter adquirido um comportamento proativo e de independência no seu trabalho, atuando como empreendedor e como vetor de desenvolvimento tecnológico, não se restringindo apenas à sua formação técnica, mas a uma formação mais ampla, política, ética e moral, com uma visão crítica de sua função social como engenheiro. Espera-se que a formação multidisciplinar e sólida que será oferecida confira-lhe confiança, competência e visão crítica, humanista, empreendedora e reflexiva.

A partir de uma sólida formação básica e uma visão geral e abrangente da Engenharia Química, objetiva-se a formação de um profissional com uma alta capacidade crítica e criativa sempre que estiver à frente de novos problemas ou tecnologia. Almeja-se, ainda, uma participação ativa desse profissional na solução de problemas políticos, econômicos e sociais do país.

Além disso, o profissional deverá conviver em comunidades e culturas diversificadas, que vivem e resolvem questões e problemas do cotidiano a partir de um olhar peculiar e característico. O engenheiro químico deve ter capacidade de comunicação e saber trabalhar em equipes multidisciplinares. Ter consciência das implicações sociais, ecológicas e éticas envolvidas nos projetos de engenharia, falar mais de um idioma e estar disposto a trabalhar em qualquer parte do mundo.

Atividades Complementares

A Resolução Nº. 42 ICT, de 07 de abril de 2017, estabelece as normas para as Atividades Complementares do Curso de Engenharia Química do Instituto de Ciência e Tecnologia da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – UFVJM, campus de Diamantina.
Resolução 42 ICT – Normas de Atividades Complementares Eng. Química
Resolução 42 ICT – Anexo I
Resolução 42 ICT – Anexo II
Resolução 42 ICT – Anexo III

Estágio Obrigatório

A Resolução Nº. 002 ICT, de 30 de novembro de 2018, estabelece normas de Estágio obrigatório e não obrigatório aos discentes dos cursos de Bacharelado em Ciência e Tecnologia, Engenharia de Alimentos, Engenharia Mecânica e Engenharia Química do Instituto de Ciência e Tecnologia da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – UFVJM, campus de Diamantina.
Resolução 02 2018 ICT – Normas Estágio dos cursos de BCT, Engenharias de Alimentos, Mecânica e Química
Resolução 02 2018 ICT – Anexo 1
Resolução 02 2018 ICT – Anexo 2
Resolução 02 2018 ICT – Anexo 3
Resolução 02 2018 ICT – Anexo 4
Resolução 02 2018 ICT – Anexo 5
Resolução 02 2018 ICT – Anexo 6
Instruções da Coordenação de Estágio do curso de Eng. Química
Coordenação de Estágio do Curso

Trabalho de Conclusão de Curso

A Resolução Nº. 48 ICT, de 18 de agosto de 2017, estabelece normas para o Trabalho de Conclusão de Curso do curso de Engenharia Química da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – UFVJM, campus de Diamantina.
Resolução 48 ICT – Normas de TCC Eng Química
Resolução 48 ICT – Anexo 1
Resolução 48 ICT – Anexo 2
Resolução 48 ICT – Anexo 3
Resolução 48 ICT – Anexo 4
Resolução 48 ICT – Anexo 5
Resolução 48 ICT – Anexo 6

Projeto Pedagógico e Estrutura Curricular

Corpo Docente e Técnico Administrativo

Coordenação